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Últimas Leituras! | #MLcarnaval2016, Cassandra Clare, García Márquez & Philip K. Dick

21 fevereiro 2016


Como vocês sabem, nesse carnaval eu participei de uma maratona literária incrível que conseguiu me fazer finalmente sair da bendita ressaca literária! Eu li três livros, completei todos os cinco desafios e agora vim falar para vocês o que eu achei sobre cada uma das leituras! Spoiler alert: só li coisa boa!



Esses livros me inspiraram tanto que resolvi fazer uma mini resenha individual para cada um deles aqui no blog, então confiram as observações abaixo sobre os livros que mais te interessarem!


Para quem estiver começando a ler livros em inglês agora, acho que é melhor optar pela versão traduzida. O primeiro livro da série apresenta muitos termos e expressões mágicas, além de ser uma narrativa bastante extensa. Levei o dobro do tempo que levo normalmente para concluir uma leitura e foi por isso que não consegui ler mais livros durante a maratona.

O universo criado pela Cassandra Clare é incrível e achei perfeito como ela conseguiu dar uma explicação mais do que convincente para a existência de cada um dos seres mágicos: lobisomens, vampiros, fadas, bruxos... Infelizmente esse não é o melhor primeiro livro de uma série, mas considerando que foi o livro de estreia da autora, é totalmente compreensível.

Os pontos baixos são a existência excessiva de romances em meio a uma situação de caos, sequestros e assassinatos e uma leve forçação de barra ao acreditar que crianças de 15 anos realmente conquistariam tantos feitos ou não seriam protegidas de maneira mais eficaz pelos adultos responsáveis.


Eu amo ler livro digital e o meu aplicativo favorito no celular é o Moon+ Reader. Clique aqui para conferir a resenha que fiz do aplicativo e contei um pouco sobre as funções dele.

No livro, Rick é um caçador de androides numa Terra pós-apocalíptica e exerce sua profissão enquanto reflete sobre a atual realidade humana do mundo. Apesar de ser um livro clássico de ficção científica, ele é extremamente profundo e intenso, repleto de reflexões sobre a condição humana e o que, de fato, nos difere das inteligências artificiais.

O que mais me chamou atenção no livro foram as passagens a respeito da nova religião existente na Terra - o mercerismo - e a defesa de que a humanidade vem da nossa capacidade empática com os outros seres vivos. A empatia dos humanos é tão grandes, que nós somos capazes até mesmo de nos padecermos pelos Androides, que nem sequer são seres vivos.

O mais legal nesse universo futurístico é a existência de um sintetizador de ânimo: uma máquina que você pode programar para te faz sentir absolutamente o que você quiser. Vontade de acordar de bem com a vida, vontade de assistir televisão, vontade de ir trabalhar... E até uma "depressão autoacusatória de seis horas", caso você perceba como tudo isso é doentio: "perceber a ausência de vida em tudo, mas não reagir a nada" porque estava programada pela máquina para sentir apenas felicidade pelas próximas 4 horas.


Se você nunca leu nada do Gabriel García Márquez, recomendo que comece por Crônica de uma Morte Anunciada e deixe a leitura de Ninguém Escreve ao Coronel para depois. Como eu falei no vídeo, Ninguém Escreve ao Coronel é uma leitura mais contemplativa, cheia de licenças poéticas.

A passagem do tempo no livro é sentida pelo Coronel no próprio corpo. No mês de outubro ele sente "brotar de suas tripas cogumelos e lírios malignos" e sente "as tripas cheias de bichos". No decorrer do mês brotam "a flora das suas vísceras" e já o mês de dezembro ele sente a chegada "nos próprios ossos, enquanto picava, na cozinha, as frutas para o desejum do galo".

Uma coisa que admiro muito no trabalho do García Márquez é como todos os seus livros estão conectados e as personagens de Cem Anos de Solidão (sua obra prima) de alguma forma aparecem em todas as suas obras. Aqui não poderia ser diferente, mesmo esse livro tendo sido publicado dez anos antes de Cem Anos de Solidão.


Esse livro tem um estilo jornalístico bem marcante e é praticamente um thriller policial dentro do universo literário possível do realismo mágico de García Márquez. Em uma crônica envolvente e fluída, ele nos narra passo a passo das últimas 24 horas de vida do Santiago Nasar, analisando cada um dos mistérios envolvendo esse assassinato.

Baseado num crime real, o autor mescla realidade e ficção - sempre lembrando de mencionar o clã dos Buendía - criando uma de suas maiores obras, recheadas de misticismos e que nos faz questionar a veracidade da memória coletiva. Todos os envolvidos divergem em algum momento sobre o que de fato aconteceu: para alguns, nunca havia feito um Sol mais forte no mês de fevereiro; para outros, o tempo foi de chuva intensa.

Esse é o livro perfeito para quem nunca leu nada do escritor e procura uma leitura rápida para conhecer o estilo do autor.

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Vanessa. Paraibana, leonina, amante dos animais e de homens com cabelos compridos. Isso é basicamente tudo que você precisa saber sobre mim, o resto você descobre nas páginas do blog. ♥

 
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